Resenha do Livro: O Último Adeus

Título Original: The Last Time We Say Goodbye
Autora: Cynthia Hand
Ano: 2016
Editora: Seguinte
Páginas: 352

 

 

Sinopse:

O Último Adeus é narrado em primeira pessoa por Lex, uma garota de 18 anos que começa a escrever um diário a pedido do seu terapeuta, como forma de conseguir expressar seus sentimentos retraídos. Há apenas sete semanas, Tyler, seu irmão mais novo, cometeu suicídio, e ela não consegue mais se lembrar de como é se sentir feliz.
O divórcio dos seus pais, as provas para entrar na universidade, os gastos com seu carro velho. Ter que lidar com a rotina mergulhada numa apatia profunda é um desafio diário que ela não tem como evitar. E no meio desse vazio, Lex e sua mãe começam a sentir a presença do irmão. Fantasma, loucura ou apenas a saudade falando alto? Eis uma das grandes questões desse livro apaixonante.
O Último Adeus é sobre o que vem depois da morte, quando todo mundo parece estar seguindo adiante com sua própria vida, menos você. Lex busca uma forma de lidar com seus sentimentos e tem apenas nós, leitores, como amigos e confidentes.
A História:
O livro relata a história de Lex, que perdeu seu irmão, com 18 anos de idade; ela tenta lidar com o luto e entender as causas que levaram o seu irmão a cometer suicídio. Popular na escola, atleta do time e com uma linda namorada, Tyler não aparentava estar infeliz, porém, conseguiu planejar sua morte nos mínimos detalhes, deixando apenas um único recado. “Desculpa mãe, mas eu estava muito vazio.
Seguindo a orientação do seu psicólogo, Lex passa a escrever em um diário sobre o Tyler. A ideia é escrever as primeiras e últimas coisas relacionadas à ele, mas ela começa a perceber que não é tão fácil assim se lembrar das coisas, ainda mais após a morte dele. Ela acredita estar esquecendo tudo relacionado ao Ty, que suas lembranças dele estão sumindo e que em breve ela não se lembrará de mais nada sobre ele, o que aumenta ainda mais seu sofrimento. Ela sente como se houvesse um buraco dentro do seu peito que se abre do nada em momentos aleatórios do dia e rapidamente se fecha novamente (e você sente o mesmo buraco abrindo em seu peito também). E não somente isso, ela sente como tivesse desperdiçado tantas oportunidades de estar com o seu irmão, de dizer à ele o quanto ela o amava. Ela está atormentada por não se lembrar das últimas palavras que disse para o seu irmão. E além disso, ela está guardando um segredo que ainda não teve coragem de revelar para ninguém.
Opinião:
A narrativa de Lex é bem interessante, entre o cotidiano e o diário que escreve a pedido de seu terapeuta. Aos olhos da garota nerd, vemos como ela se sente pela morte do irmão mais novo. A escrita é leve, chegando às vezes a ter um tom poético. A autora tem uma forma direta e enxuta de narrar os acontecimentos, e a história nunca fica parada, com acontecimentos bem amarrados e pertinentes à trama.
Me identifiquei com muitas das formas de pensar de Lex, discordei de muitas outras. Todos os personagens são importantes na história para o crescimento de Lex, todos acrescentam algo de relevante pra trama, desencadeando inúmeros acontecimentos.
O final é aberto, de certa forma, já que os pontos principais são cravados, mas o futuro dos personagens fica a cargo do leitor de imaginar, e algumas questões do livros permanecem como dúvidas, o que pode agradar ou desagradar.
A depressão ainda é um dos tabus da nossa sociedade. Vista por muitas vezes, como apenas uma fase, como um tipo de frescura, quando confrontados com os reais sintomas da doença, percebemos o quanto estamos próximos dela. Estamos de olhos vendados e tão desinformados ao ponto de não conseguirmos perceber quando alguém precisa de ajuda. Lex se sentiu assim em relação ao irmão. É normal as pessoas se sentirem impotentes em relação ao suicídio, é algo que foge totalmente do nosso controle.
O livro é  bem escrito, passa uma bela mensagem, é inspirador, mesmo que seja impossível não soltar algumas lágrimas. Ao mesmo tempo, não é pesado, nem se torna algo como auto-ajuda. É uma ficção, onde os personagens são fictícios, assim como sua história. Mas que retrata muito bem a realidade. Recomendo muito esse lindo livro.
Então é isso galerinha, boa leitura e até a próxima! Beijinhos…
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Resenha do Livro: Por Lugares Incríveis

Editora: Seguinte
Autor(a): Jennifer Niven
Título Original:  All the bright places
Páginas: 336

 

Sinopse: “Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, a garota se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.”

 

 

A História : 

O livro conta a história de Violet e Finch, dois jovens sufocados por seus traumas que enxergam na morte um remédio para a dor.  Eles se conhecem na torre do sino da escola, ambos com o mesmo objetivo –pular –mas sem a coragem para tanto. Quando Theodore salva Violet de um fim que ela bem no fundo não desejava, ambos começam a desenvolver uma relação única.

Violet, e sua irmã, Eleanor, eram como unha e carne. Elas tinham vidas perfeitas e escreviam juntas um site, que fazia um grande sucesso. Porém, tudo muda quando as duas sofrem um grave acidente de carro e Eleanor morre. Violet se sente culpada pelo ocorrido e  faz com que não veja mais tanta razão para viver.

Theodore, sua vida nunca foi fácil, tendo um pai extremamente abusivo e uma mãe que não se importava com ele ou com as irmãs. Para piorar, é vítima de bullying na escola, por ser considerado o esquisitão.Ele possui uma obsessão pela morte e um diário onde anota várias ideias sobre suicídio, compilando diversos dados e estatísticas de êxito.

 

 

Opinião: 

O que me encantou no livro é sua veracidade, a forma como a obra chocou meu coração e me levou aos prantos. Porém, a história reserva mais que isso. Existem momentos de reflexão, dor, entrega, diversão e paixão.

A leitura traz uma mensagem singular, na sua fluidez e delicadeza. Abre nossa mente para que possamos sentir o que muitos sentem. O suicídio entre adolescentes é algo real, por inúmeras razões, e tem que ser visto, sentido. Os sintomas estão lá e inúmeras vezes nada é feito por ninguém.

A capa é lindíssima,a diagramação é simples, as páginas são amareladas e o tamanho da fonte é médio. A revisão está impecável.

O livro é emocionante e merece ser conhecido por todos vocês. Com certeza recomendo a leitura.

 

 

Então é isso galerinha, boa leitura e beijinhos!

Poema Anônimo

Bom “serumaninhos”, hoje resolvi trazer um poema para vocês. Tudo começou quando eu estava pesquisando sobre SUICÍDIOS, e me deparei com esse poema anônimo mas que me chamou muita atenção. Espero que conquiste vocês, assim como me conquistou 

 

Quando é séria, ouço-a falar-me de assuntos sérios. Às vezes, sussurra-me. Às vezes, grita-me. Essa voz não é a minha voz. Não é a voz que, em filmagens de festas de anos e de natais, vejo sair da minha boca, do movimento dos meus lábios, a voz que estranho por, num rosto parecido com o meu, não me parecer minha. A voz que ouço quando leio existe dentro de mim, mas não é minha. Não é a voz dos meus pensamentos. A voz que ouço quando leio existe dentro de mim, mas é exterior a mim. É diferente de mim. Ainda assim, não acredito que alguém possa ter uma voz que lê igual à minha, por isso é minha mas não é minha. Mas, claro, não posso ter a certeza absoluta. Não só porque uma voz é indescritível, mas também porque nunca ninguém me tentou descrever a voz que ouve quando lê e porque eu nunca falei com ninguém da voz que ouço quando leio.

Perante um jornal, a voz lê-me pedaços de notícias. Começa a ler e desinteressa-se. Rasga pedaços de textos ou de títulos que me lê sem organização. Quando caminho pela rua, a voz diz-me frases pintadas nas paredes, diz-me palavras que brilham em letreiros iluminados. Caminho e a voz vai falando comigo. Não lhe respondo porque não sei como falar com ela. É uma voz de falar. Penso que é uma voz que não ouve. Abro romances e a voz é paciente a explicar-me paisagens que nunca vi, árvores, estradas, horizontes. Quando me fala de pessoas e coisas verdadeiras, volto atrás. Ao repetir-me um texto, a voz detém-se mais em cada palavra. Pronuncia cada sílaba. Pára em frases e repete-as porque quer que eu as entenda completamente. Eu, que não sei se entendo, ouço-a, admirado com as palavras. Não foram poucas as vezes que a voz que ouço quando leio me fascinou com palavras que disse. Muitas vezes, as suas pausas acenderam imagens no meu interior, nos lugares escuros que transporto dentro de mim e que não conheço. Muitas vezes essa voz iluminou lugares dentro de mim: túneis que não conhecia. Muitas vezes, vejo essa voz avançar por eles com uma tocha. Eu sei que a voz que ouço quando leio não tem medo. Eu sei que essa voz me conhece melhor do que eu me conheço a mim próprio. Diante de poemas, a voz caminha por dentro das palavras. Dentro de cada palavra: túneis de palavras reflectidas em espelhos à frente de espelhos. Avança por esses túneis de palavras multiplicadas como se desenhasse mapas dentro de cada palavra. Ao fazê-lo, avança por túneis dentro de mim e ajuda-me a desenhar um mapa de mim. Eu ouço-a. Fico a ouvi-la durante horas e tento não esquecer nada porque quero aprender a perder-me menos vezes de mim próprio. (…)

Essa voz que ouço quando leio é parecida com a voz que ouves agora ao ler estas palavras. Ou talvez agora estejas a ouvir a voz do teu pensamento. Talvez agora estas palavras não sejam importantes porque o teu olhar desce pela página, faz o movimento de rectas, e voltas no fim das linhas. Mas o teu olhar não lê e talvez neste momento não estejas a ouvir a voz que, dentro de ti, te lê estas palavras em silêncio. Por isso, estas palavras não são importantes. Agora, ouves a voz do teu pensamento e estas palavras são nulas, como se não existissem, são palavras que estão aqui impressas, que vão ficar aqui impressas durante muito tempo, mas que não existem porque não as lês. Passas os olhos por elas, mas ouves a voz do teu pensamento. Não lês. Não ouves a voz que poderia estar agora a ler para ti. Eu poderia continuar a falar-te de tantas coisas inúteis, jardins, equações. Eu poderia descrever-te o silêncio com palavras, mas não valeria a pena porque tu olhas para estas palavras, mas não as lês. Enquanto pensas, estas palavras são o silêncio. Eu não sei aquilo em que pensas. Eu não posso saber aquilo em que pensas. Para falar contigo, eu preciso da voz que ouves quando lês. Se queres ouvir aquilo que acabei agora de te dizer, tens de voltar atrás.

Talvez já tenhas percebido que eu não sou eu. Eu sou a própria voz que ouves quando lês. Hoje, pela primeira vez, quero falar…

(Anônimo)

 

 

 

 

 

Resenha do Livro: Reconstruindo Amélia

Livro: Reconstruindo Amelia
Título original:  Reconstructing Amelia
Autor (a): Kimberly McCreight
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
ISBN: 9788580412857
Sinopse: 
Kate Baron achava que sim até receber a devastadora notícia de que Amelia, sua filha de 15 anos, cometeu suicídio pulando do telhado do colégio particular onde estudava. Poucos dias depois, entretanto, uma mensagem anônima em seu celular revela que a morte de sua filha talvez não tenha sido da maneira que as autoridades alegaram. melia pode ter sido assassinada? Como advogada, Kate está determinada a descobrir a verdade e, para isso, mergulha no passado da filha, recolhendo cada fragmento de e-mail, cada linha dos textos do blog, cada atualização de status do Facebook. Sempre um passo atrás da verdade, ela descobre um lado de Amelia que nunca imaginaria que existisse. Este impressionante romance de estreia vai além de uma história sobre segredos e mentiras. Narra a busca de uma mãe tentando reunir cada detalhe possível para reivindicar a memória da filha que não pôde salvar.
A História: 

Kate é advogada e uma mãe solteira que trabalha muito. Tem orgulho de ter conseguido criar a filha de 15 anos, Amelia, sozinha e ainda conseguir um cargo de destaque é uma prestigiada firma de advocacia. É durante uma reunião importante de trabalho que a escola onde Amelia estuda, a exclusiva e cara escola particular Grace Hall, liga e avisa: Amelia estava suspensa por três dias. Kate assegurou que chegaria em 20 minutos, mas levou mais de uma hora para se deslocar até lá, utilizando o metrô.

É quando se aproxima do quarteirão da escola que percebe a agitação, o isolamento de uma parte do prédio, carro do corpo de bombeiros, ambulâncias… e um corpo coberto. Na parede, a palavra “perdão” se destacava. Ela tenta entrar no prédio, mas um policial a impede e em seguida ela reconhece o par de botas da filha embaixo do lençol. Seu mundo então se apaga.

Seu chefe e seus colegas lhe deram todo o apoio possível. A polícia fechou o caso como suicídio, algo que Kate engoliu à força, pois não consegue acreditar que sua filha inteligente, atleta, sensível e amante dos livros pudesse se matar. Amelia parecia muito nervosa dias antes de morrer. Vinha fazendo perguntas sobre seu pai, queria passar um semestre em Paris, sendo que ainda estava no ensino médio. Kate revira a mente tentando encontrar motivos que fizesse sua filha se matar.

Eis que ela decide voltar ao trabalho após um mês da morte da filha. A firma lhe dera três meses de licença, mas Kate não aguenta mais ficar em casa. Precisa ocupar a cabeça com alguma coisa. É quando ela recebe um torpedo em seu celular dizendo: Amelia não se matou. E seu mundo entra em uma louca espiral novamente, quando ela começa a ir a fundo nos arquivos, emails e escritos da filha para tentar descobrir o que aconteceu. Ela consegue até que o caso seja reaberto.

 

 

Opinião:

O livro vai e volta nas memórias de Ameia, narrado em terceira pessoa, e na realidade de Kate, em primeira pessoa. São partes bem escritas, intensas.

Kate percebe que não conhecia a filha tão bem assim e se culpa várias vezes por não ter percebido nada errado, enquanto Amelia gritava internamente, pedindo que a mãe visse o problema. Os conflitos adolescentes foram bem trabalhados e mostram o viés cruel que eles podem ter.

A autora nos mostra como nossas escolhas, pequenas ou grandes, podem afetar toda a nossa vida e a das pessoas ao nosso redor. Como pequenas coisas podem fazer toda a diferença entre a paz e a loucura, entre a verdade e a mentira. Como muitas vezes não conhecemos verdadeiramente aqueles que mais amamos, ou como poderíamos ajudar se soubéssemos o que se passa em seu íntimo. É impossível largar o livro até terminá-lo!

Reconstruindo Amelia foi um livro extremamente especial para mim; a obra é tão profunda e concreta, tão bem arquitetada e com tantos detalhes mínimos que, por alguns instantes, pude pensar que estivesse lidando com um relato de um fato real.

Recomendado para quem ama o gênero, com drama na medida certa, e suspense muito bem estruturado.

 

 

 

 

Então é isso galerinha, boa leitura! Beijinhos e até a próxima…

E lembre-se,  não devemos nos calar diante dos problemas, não devemos sofrer sozinhos, e falar ao invés de omitir é a melhor escolha sempre. 

Resenha do Livro: Piano Vermelho

Livro: Piano Vermelho
Título Original: Black Mad Wheel
Autor(a): Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
ISBN: 978-85-510-0206-3
Sinopse:
 Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação – ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir. Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.
A História:
Piano Vermelho relata a história de uma banda que é chamada pelo exército americano para investigar um som que está enlouquecendo quem o escuta.Conhecemos Philip Tonka, que é nosso protagonista e um sobrevivente. O livro é divido em duas narrativas, uma que conta o que aconteceu durante a expedição da banda e outro de como Philip Tonka sobreviveu a tudo isso após 6 meses em coma e como teve todos os ossos do seu corpo triturados. O que seria esse som? E o restante do grupo?.
Opinião:
  E aqui estou eu para falar do novo thriller do autor que abalou o mercado literário de 2015 com o sucesso Caixa de Pássaros (tem resenha dele aqui)  que ganha em breve uma adaptação pelo serviço de streaming Netflix.
Mesmo que não seja, digamos, tão bom quanto Caixa de Pássaros, eu pude perceber que Piano Vermelho é tão peculiar quanto o romance de estreia de Malerman, que quando questionado sobre o porquê de escrever obras sombrias, enigmáticas e com finais que nem sempre caem no gosto do leitor, respondeu que prefere acreditar que existem “coisas” que estão além da compreensão humana.
Comecei a ler o livro  com uma grande  expectativa, o começo da história é realmente cativante e prende você em uma leitura gostosa. Porém, ao decorrer dos capítulos você fica na expectativa de que tudo vai ter uma explicação, algo grande vai acontecer e vai dar outro rumo a história, mas o desenrolar da história é totalmente bobagem. Toda a promessa de um suspense de tremer de medo é substituído por um vai e vem de narrativas grandes e desnecessárias, que ao longo de todas as páginas vai ficando cada vez menos interessante e sem sentido. O suspense criado tanto na sinopse do livro, quanto nos primeiros capítulos não se mantém,
 Se tornou um livro irregular e cheio de falhas, sua premissa é intrigante e se bem desenvolvida daria um bom livro, só que o autor não soube desenvolver bem sua própria ideia. Mas se você se apaixonou por Caixa de Pássaros, e provavelmente está acostumado com as peculiaridades da escrita do autor, esse livro não deixa de ser uma ótima opção.
Eu não faço muitas resenhas negativas, nem sei se posso apontar essa como uma, é só mais um livro que li e não gostei.
Então é isso galerinha, até a próxima! Boa leitura! Beijinhos!

Resenha do Livro: O Que Há de Estranho em Mim

Título: O Que Há De Estranho Em Mim
Autor: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
Número de Páginas:  224
Ano de Publicação: 2016

 

Sinopse: 

Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade.

Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão.

Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.

 

 

A História:

Este livro traz a história, narrada em primeira pessoa, de Brit, uma jovem de 16 anos integrante de uma banda chamada Clod que é absolutamente independente para sua idade, tem uma alto-estima elevada, mas por ter uma mãe esquizofrênica e que sumiu do mapa, o pai de Brit – já casado com outra mulher – temendo que a filha apresente os mesmos problemas psicológicos que a mãe a interna numa ‘escola’, ou melhor, clínica chamada Red Rock que promete reabilitá-la.

Nesse meio tempo, Brit tenta se rebelar contra o sistema da Red Rock, mas é punida e fica solitária a maior parte do tempo até conhecer outras internas: V, Martha, Bebe e Cassie que se tornam um pouco de sanidade no meio de tanta loucura. Juntas, as cinco vão tentar denunciar o que realmente acontece em Red Rock para a sociedade.

Fora do reformatório, Brit só podia contar com seus parceiros de banda, Erik, Denise e Jed (que ela nutria um carinho especial por ele). Sua mãe sumiu e o pai resolveu interná-la, praticamente abandonando-a. E é nesse inferno que Gayle Forman nos presenteia com uma história de superação, amizade com uma pitada de realidade.

 

 

Opinião:

 

Quando adquiri esse livro, imaginava que viria uma história tensa, devido à capa, onde mostra uma jovem sentada em uma cadeira, como se tivesse sido punida. Li os dois primeiros capítulos e já entrei em desespero: sabia que viria violência. Bom, eu gosto de  livros e filmes onde os personagens lutam, morrem e etc. Mas não suporto cenas de estupro e tortura.

Esse livro me proporcionou uma leitura rápida e fluida, envolvente e intensa, considerando-se que estamos a todo momento em contato com as emoções de Brit, principalmente, já que ela é a narradora protagonista da história. Toda a injustiça e revolta sentidas apenas alimentam a ânsia do leitor em conhecer o desfecho, torcendo pelo final justo e feliz das garotas. O foco real do livro é abordar a esquizofrenia, o bulling, as relações familiares, a amizade.

Gostei da maneira de como a autora abordou as temáticas encontradas, em como deu voz a milhões de jovens incompreendidos e que, acima de tudo, precisam de ajuda e amor.

Por fim, me sinto na obrigação de recomendar essa história maravilhosa, com personagens que podemos nos identificar com alguma delas e torcer para que elas terminem bem.

 

 

 

Então é isso galerinha! Até a próxima e boa leitura! Beijinhos!

Resenha do Livro: Uma Curva no Tempo

Título: Uma Curva No Tempo
Autor: Dani Atkins
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 256
Ano de Publicação: 2015

Sinopse:

A noite do acidente mudou tudo… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim… Ou funciona?
A noite do acidente foi uma grande sorte… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?

 

A História: 

Uma Curva no Tempo é uma narrativa em primeira pessoa, narrada pela Rachel. Primeiramente somos levados ao ano de 2008, em um restaurante da pequena cidade de Great Bishopsford, na Inglaterra. Um grupo de amigos está reunido antes da ida para a universidade. Rachel namora Matt, mas tem uma grande cumplicidade com Jimmy, seu amigo de infância que também faz parte do grupo. Porém, durante esse encontro, um grave acidente acontece quando um carro invade o estabelecimento. Todos conseguem fugir do carro desgovernado, menos Rachel, porém nos últimos segundos ela consegue ser salva por Jimmy e ele infelizmente é atingido pelo veículo.

Cinco anos depois encontramos Rachel ainda muito marcada pela tragédia. Ela ganhou uma cicatriz, passou meses no hospital, não conseguiu ir para a faculdade e perdeu seu melhor amigo. Ela não consegue esquecer aquele dia e sempre acreditou que deveria ter morrido no lugar de Jimmy. Sua amiga Sarah esta casando e ela acaba aceitando o convite para a festa que ocorrerá em sua cidade natal. Voltar para Great Bishopsford trás lembranças dolorosas e ao visitar o túmulo de Jimmy, Rachel tem uma crise e começa a passar por uma experiência inexplicável, ela acorda em uma realidade onde tudo ocorreu de uma forma diferente e Jimmy não está morto.

 

Opinião:

Muitas coisas me chamaram a atenção nesse livro: a capa linda, a temática de viagem no tempo, mas nada me conquistou tanto quanto a frase ‘indicado para quem gosta de Jojo Moyes’ ;  e por isso iniciei a leitura com muitas expectativas. Esse foi o meu maior erro, pois não encontrei nada daquilo que esperava.

Para um romance de estreia, Dani Atkins foi audaciosa. Ela escolheu a dedo uma história e desenvolveu personagens que a gente se relaciona, mesmo de maneira superficial. Eu torci, torci mesmo por eles, talvez por isso acabei me decepcionando.

Infelizmente alguns pontos da narrativa me incomodaram. Para começar, a protagonista não é cativante,  mesmo com todos os problemas que ela passa. A Rachel sofreu perdas físicas e psicológicas após o acidente, mas ela se excluiu de tudo e não aproveitava a nova vida que seu amigo lhe “deu”.

Alguns aspectos da obra, principalmente relacionados ao romance, foram previsíveis, não sendo uma grande surpresa a maneira de como se desenvolvem. Porém, o real mistério se concentra na inesperada situação de Rachel e é possível captar pistas para sua resolução ao longo de todo o enredo.

A capa, além de linda, é soft touch! Os capítulos são longos, mas há várias divisões dentro de cada um,  as páginas são amareladas e as margens e fonte são agradáveis a leitura.

Por fim, não queria desencorajar ninguém a fazer a leitura, mas recomendo que não comecem com grandes expectativas.

 

 

 

Então é isso galerinha! Até a próxima! beijos, e boa leitura!