[Resenha] Bolerus | Vanderley Sampaio

clube-nacional-bolerus-livro-capaTítulo: Bolerus

Autor(a): Vanderley Sampaio

Editora: Scortecci Editora

Páginas: 118

Classificação: Design sem nome

Sinopse: “Bolerus é um termo instigante para dar nome a um livro que nos sugere uma leitura sem plano de voo definido, em que podemos assistir à dança dos versos construindo imagens, cadências e zumbidos. Nesses poemas e outros delírios líricos de Vanderley Sampaio, somos confrontados com nossos devaneios e temores mais cotidianos ao mesmo passo em que desejamos conhecer o segredo do Universo. O incômodo e inusitado besouro cascudo, que pousa sobre nossas cabeças nas noites quentes e inquietantes, esconde também asas leves e frágeis, que enternecem nossa fúria existencial. E assim, pareando questionamento e desejo, confusão e silêncio, ludicidade e solidão, somos todos convidados a surtar de poesia e a dançar com os insetos barulhentos que sobejam nossos mais profundos pensamentos. (Rose Almeida, bacharel em Letras pela USP e poeta no blog Absurtos).”



O que dizer desse livro que me encantou e intrigou, do começo ao fim, na mesma proporção?!

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Quando o  livro de poemas do autor Vanderley Sampaio chegou aqui em casa, a primeira coisa que me intrigou foi a capa com os besouros – eu a achei muito bonita e minha curiosidade ficou a mil. Outra coisa intrigante foi o título “Bolerus”, meu pensamento era: “por que usar esse título?”. Bem, isso nos é explicado logo no primeiro poema do livro.

Os poemas do autor são marcados com musicalidade, sonoridade e temas instigantes e reflexivos. Algo que achei muito interessante também foram os traços concretistas presentes nos poemas. O trabalho com as palavras, a forma como o leitor consegue fazer com que saia, durante a leitura, sons relacionados ao poema, me cativaram e muito.

Afirmo, com toda certeza, que esse foi o livro de poemas que eu mais gostei de ler até hoje.

Outro fato importante que não pode ficar de fora é a edição do livro que está simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A! As páginas são amareladas e a fonte utilizada me fez lembrar os textos escritos nas antigas máquinas de datilografar.

Recomendo a leitura para quem quer começar a se aventuras pelos livros de poemas e para quem já gosta do gênero, depois me contem o que acharam, ok?!

Vou deixar aqui para vocês um dos poemas que eu mais gostei:

ANARQUIA

Aquela nuvem escura

Naquela manhã sob o breu

Anunciava o fim dos dias

Reclamava o que era seu

Queria toda a alegria

Urrava por toda a ternura

Implodia a grande folia

Até que o sol a comeu

 

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