Guia de bolso para escritores iniciantes (Qual tipo de narrador usar?) #4

typewriter-726965_1920Você já se perguntou, qual tipo de narrador usar para contar a sua história? Bom, eu acredito que cada autor tenha sua própria forma personalizada de narração, meio que fazendo um preset de todos os tipos de narrativas que existe. Dificilmente você verá um padrão nisso, pois como já citado, à escrita é algo muito livre, o que é muito legal, mas se você ainda tem dúvida por qual caminho seguir, calma, irei te dar uma luz nessa sua jornada no mundo da escrita.

Primeira coisa que gostaria de salientar antes de entrarmos na parte mais teórica desse assunto é: Crie o seu arco do personagem, se ainda não fez. Mas por que estou dizendo isso? Porque, nós como autores temos que sempre nos lembrarmos que quando pegamos nosso teclado, ou lápis e papel, quem estará falando não será nós, será o personagem, então, mesmo que o personagem tenha uma personalidade e ações que você não teria, talvez até repudie, você tem que conseguir passar aquilo como se fosse sua ideia. E você já conhecendo o seu personagem e sabendo o porquê dele está fazendo aquilo, você passa isso para o livro com mais veracidade.

O primeiro tipo de narração que irei falar é a que particularmente eu mais gosto. Narração em terceira pessoa. Existe muitos tipos de narração em terceira pessoa. Narrador confiável, narrador não confiável, mas, como meu objetivo é facilitar para você, escritor de primeira viagem, nós apenas falaremos do narrador confiável.

Terceira pessoa:

Narrador Observador:

Narrador Observador limitado:

O narrador observador é o que segue apenas um personagem, seja ele seu protagonista, ou seja ele outro personagem. Esse tipo de narração é mais focado, então apesar de você ter uma câmera apenas no protagonista, você consegue saber o que ele está pensando e seus sentimentos. Mas, não é por que esse narrador é limitado, ele necessariamente precisa ficar apenas em um personagem. Mas a variação é bem menor do que com o narrador Onisciente.

Narrador Onisciente:

Narrador Onisciente ele tem uma visão ampla de todos os personagens, ele sabe tudo que está se passando na trama e tem o poder de entrar na mente de qualquer personagem se necessário. Apesar desse tipo de narração ser mais livre, ela não consegue se focar em nada, pois está sempre variando, então você nunca vai conseguir focar na personalidade de apenas um personagem, o que é bom, se você tiver dezenas de personagens.

Narrador Observador Objetivo:

O narrador Objetivo, como o nome mesmo diz, ele é mais objetivo, não se liga aos personagens em momento algum. Imagine que esse tipo de narrador é uma câmera que apenas observa as cenas de longe, e relata tudo. Para esse tipo de narrativa, o autor precisa usar o texto ao seu favor. A técnica, show don’t tell, ou em português, mostre não conte, deve ser usada muito bem. Por exemplo: vamos supor que o protagonista tenha acabado de receber uma notícia ruim. Ao invés de você descrever suas emoções, que é o modo mais comum, você irá descrever qual foi a reação dele. Como, lagrimas brotaram nos olhos do protagonista e por assim em diante.

Primeira pessoa:

A narração em primeira pessoa é a mais comum de se encontrar hoje em dia, muitos autores preferem trabalhar só com ela. E geralmente autores que estão acostumados a escrever em primeira pessoa tem um pouco de dificuldade de escrever em terceira pessoa e vice-versa.

A visão do personagem:

A narrativa em primeira pessoa é a visão do protagonista, ou de algum outro personagem do enredo, relatado por ele mesmo. Esse personagem contara o que está acontecendo, ou que aconteceu, dependendo do tempo da narrativa e relatará os seus sentimentos.

Seja o personagem:

Para que esse tipo de narrativa funcione bem, e seja extraído o máximo dela, muitas vezes o autor tem que incorporar o seu protagonista. Por exemplo, se você está criando um livro contado por uma garota de quinze anos, os pensamentos e ações dela deve ser de um adolescente, e mesmo que você já tenha uma visão diferente e mais madura sobre tudo, de certa forma, você tem que mudar o seu modo de pensar para escrever. Se o seu tipo de livro for uma temática voltado para adolescentes, você deve consumir muito conteúdo voltado para esse público, assim terá essa visão que necessita para que seu livro não fique artificial ou algo muito forçado.

Point of View:

Algo muito legal que pode ser feito, independente do seu tipo de narração é o ponto de vista dos personagens. Você pode ter vários pontos de vista de vários personagens diferentes em um mesmo capítulo, um livro que consegue trazer uma narrativa com mais de um ponto de vista, e que na minha opinião ficou muito legal é o livro Ninhos de fogo, da autora Camila Deus Dara.

Um assunto que ainda não vou entrar em detalhes ainda, mas que terá um artigo apenas para ele é: traga emoções ao leitor, independentemente do tipo de narrativa que você for usar, eu ainda vou falar mais sobre isso, junto com gatilhos que são usados nos livros.

Comentem o que estão achando dos artigos, esse guia está sendo útil para você? me conte, vou adorar saber!