Entrevista_ Mayara Silva

Olá pessoas, como havia dito no post anterior, aqui estou eu com a entrevista cedida pela autora do livro “Dança Comigo?”, Mayara. Gostaria de agradecer à autora por ter dado a entrevista e por ter sido tão atenciosa! Espero que gostem!

Fale um pouco de você

Meu nome é Mayara, tenho 24 anos e sou formada em letras e pedagogia. Futuramente eu pretendo me especializar em libras, e viver da escrita. Nasci e moro em Pontal, interior de São Paulo. Sou geminiana, daquelas bem indecisas, que muda de ideia a todo o momento (minhas amigas odeiam isso, hahaha). Calma até demais, romântica, fã de Friends, Glee, Pretty Little Liars, Supernatural (por enquanto são essas). Amo filmes de romances, mesmo aqueles clichês, porque convenhamos, eles são os melhores. Livros são a minha paixão! Sonho em poder realizar todos os meus desejos que estão na minha lista, e pretendo conquistar o meu espaço na literatura nacional.

Maymara

O que te levou a escrever?

Então, eu sempre fui apaixonada por leitura. Desde a minha infância, quando eu criava histórias na hora da brincadeira, e na adolescência, quando eu rabiscava algumas coisas quando eu criava histórias para os meus ídolos. Eu sou totalmente de humanas, e adorava as aulas de textos na época da faculdade, e essa vontade de escrever foi crescendo cada vez mais, até que um dia eu conheci o Wattpad. Comecei como leitora voraz, até eu aprender a mexer no aplicativo, e ver que tinha o link sobre obras. Eu tinha uma ideia na minha cabeça sobre uma história, mas achava que aquilo não daria certo. Desisti diversas vezes, até que um dia, me deu a louca, e eu escrevi o primeiro capítulo, e postei logo em seguida. As leituras foram aumentando, e eu fui escrevendo cada vez mais, e não parei até hoje. Eu falo que o que me levou a escrever foi esse amor que eu sempre tive pela escrita, as pessoas que leram e leem até hoje os meus livros, e essa loucura momentânea que me deu coragem de postar por lá, me fazendo conquistar muitas coisas boas.

Você teve influência de algum escritor?

Sempre! O primeiro escritor que eu li foi o Pedro Bandeira. Adoro os livros dele, e me fazia imaginar muitas coisas quando eu era adolescente. Depois que eu me tornei adulta, eu comecei a ler livros mais adultos, até uma amiga me apresentar a trilogia Cinquenta tons de cinza. Ela acabou comigo quando me emprestou o primeiro livro, porque eu fiquei viciada, e li toda a trilogia em menos de um mês. Eu me apaixonei por aquele tipo de romance. Não que eu escreva igual a ela, mas a E.L James foi uma grande influenciadora na minha vida de escritora, assim como Pedro Bandeira é também. Hoje, eu ainda sou fã dos dois, mas também amo e me inspiro na Carina Rissi, A.C Meyer, L.M Gomes, entre outras maravilhosas escritoras.

Seus personagens são inspirados em pessoas ou fatos reais?

Bem que eu queria que fossem inspirados em pessoas reais (principalmente os homens, haha). Quando eu criei “Dança comigo?” eu quis que a Anne se parecesse um pouco com o que gosto, por isso que eu coloquei ela foram como bailarina, porque eu amo dançar. Eu quis colocar alguns traços meus nos personagens, mas só isso. A Anne é bem calma, tem medo, mas é forte, e isso ela tem a ver comigo. O Chris eu queria que fosse inspirado em alguém que eu conviva, mas está difícil (hahahaha). Ele foi inspirado no Chris Evans, que eu sou muito fã. A história em si foi baseada na minha vontade de dançar, o sonho de se conquistar algo, então eu coloquei todo o meu amor naquela história, e superação. Já meus outros personagens, de outros livros, sempre terão algo de mim. Por exemplo: Gabe e Emy, de “Eternamente”. O Gabe é o próprio sarcasmo em pessoa. Vive contando piadas, trocadilhos, e perde um amigo, mas não perde a piada. A Emy é doce, mas mexe com quem ela ama. A garota vira um bicho! Eles são muito parecidos comigo, até demais. Tem a Sarah e o Andrew, de “Sempre Comigo”, que foram inspirados em mim também, assim como a Ariana e o Eduardo, de O retorno de Ariana, que foram baseados em um sonho que eu tive, que eu achei legal colocar em prática. Mas a Ariana é totalmente diferente de mim, só na vontade de conquistar os sonhos, porque o resto, ela é o oposto. Então todos terão algo de mim, mesmo que seja um pouco.

Qual seu livro e autor favorito?

Nossa! Essa é difícil! Eu poderia dizer A Marca de Uma Lágrima, do Pedro Bandeira, porque foi o primeiro romance que eu li. Mas tem a trilogia Cinquenta Tons de Cinza, que me fez ter essa paixão ainda maior pelos livros de romance adulto. Eu ficaria com esses dois, que são romances, mas totalmente diferentes em tudo. Sou apaixonada pela escrita dos dois, além de outros livros de outros autores também.

Qual o livro mais marcante que já leu até hoje?

O primo Basílio. Eu li na época da faculdade, e foi um marco na minha vida, porque eu achei que não iria gostar desse tipo de literatura, mas me conquistou muito. É um livro marcante, que mostra vários lados da sociedade. Uma luta entre classes, ganância, mentira, entre outros fatores. Eu gostei muito!

Enquanto escreve a história você costuma pedir a opinião de alguém? Se sim, de quem e por quê?

Não! Eu não consigo nem guiar a minha própria opinião, quem dirá dos outros. Às vezes eu mostro para as minhas leitoras que estão no meu grupo, mas é bem complicado, porque eu sempre mudo alguma coisa. Agora eu tenho uma beta, que já leu o primeiro capítulo do meu novo livro, e ela amou! Mesmo sabendo que eu vou mudar alguma coisa, eu gosto de mostrar o que eu estou escrevendo, mas pedir opinião eu não consigo, porque parece que eu travo é loucura, eu sei! Rs)

Observando os capítulos vi que, quase sempre, deixa recados agradecendo aos leitores.  Você gosta quando eles lhe enviam comentários? Tanto positivos quanto negativos.

Sempre! Esse feedback dos leitores são essenciais! Muitos acham que isso é bobeira, mas não sabem como é bom receber u m comentário, e ler que estão gostando da história, dos personagens e da minha escrita. Isso só nos deixa mais motivados a continuar postando por ali, ou continuando a escrever a história. Sobre os comentários negativos, nós, escritores, sempre recebemos. Alguns me ajudam muito, mas tem sempre aquele que quer nos desmotivar. Eu já me preocupei muito, mas, hoje em dia, depois de quase 3 anos como escritora, eu leio e deixo pra lá. Não posso dizer que não incomoda, mas não será isso que irá me fazer desistir da escrita.

Você costuma colocar características suas nos personagens?

Sempre que eu lembro (brincadeira). Tem histórias em que eu coloco, outras não. Muitos leitores gostam de imaginar os personagens na cabeça, então eu acabo deixando de lado, mas em outros casos eu acho importante falar sobre isso. Eu estou aprendendo a colocar mais características nos meus personagens, e isso está ficando bom.

Alguma vez você aprendeu algo com uma crítica? Se aprendeu, isso mudou seu jeito de escrever?

Já! Críticas construtivas são sempre bem vindas. A vida do escritor é cheia de aprendizagem. É uma vida de mutação. Eu mudei muito de quase 3 anos pra cá. Aprendi a receber críticas, e a lidar com isso. Eu aprendi a ler essas críticas, e fazê-las entrar ao meu favor em alguma coisa. “Dança comigo?”foi o meu primeiro livro, então eu não tinha muita noção de escrita, e fui aprendendo com as críticas que eu percebi que eram para o meu bem. Isso mudou o meu jeito de escrever e de ser.

Quando você lê o livro de um escritor mais ou menos da sua idade, que disputa mais ou menos os mesmos espaços que você, a torcida é para que o texto seja bom ou ruim?

Que seja boa, claro! A literatura nacional precisa crescer cada vez mais. Eu leio vários escritores nacionais que têm a mesma idade que eu, e eu adoro, indico e acabo virando fã. Precisamos de mais união na nossa literatura. Eu sempre torço e fico feliz quando um autor brasileiro conquista algo, porque o mercado editorial está tão difícil para nós. Quando alguém assina contrato, ou faz sucesso, a gente precisa torcer, porque é mais reconhecimento para ele, e para a literatura brasileira, que ainda sofre preconceito e é pouco falada. Conheço vários autores maravilhosos, que eu apoio e torço para que conquistem o seu espaço. Cada um merece o seu reconhecimento e espaço nesse mundo enorme da nossa literatura. Precisamos é nos unir, e mostrar que podemos ser tão bons quanto os escritores internacionais.

Quais são seus maiores desafios como escritor?

Vencer o bloqueio criativo, que é um terror para nós. Eu choro quando tenho bloqueios, e tento de todas as formas para poder vencer esse empecilho. No meu caso, também tem a falta de tempo, por causa do meu trabalho e a faculdade. Eu sempre escrevo nos finais de semana ou à noite, porque durante a semana quase nunca dá. Outro fator que é ainda é um desafio, é a falta de reconhecimento. Isso me deixa muito triste. Claro que eu escrevo por amor, mas é tão gratificante quando somos reconhecidos pelos leitores, editoras e até pelas pessoas da família. É desmotivador não ter apoio, e sempre ter pessoas que tentam te derrubar. Eu vejo pessoas que convivem com isso, e fico pensando por qual motivo a pessoa não consegue apoiar o sonho da outra? Essa profissão é tão linda! Nós construímos histórias, sonhos e entretenimento. Não há nada de errado nisso! Minha mãe sempre me falou que apoiaria os meus sonhos, e ela faz isso. Sempre me fala que tem orgulho de mim, e isso chega a me emocionar. Eu queria que todos os escritores tivessem esse apoio, e reconhecimento por todos os lados.

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2 comentários sobre “Entrevista_ Mayara Silva

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